McDonald’s correndo atrás da transformação digital.

Transformação digital

A transformação digital bateu à porta de uma das maiores redes de fast food do mundo.

Quem tem acompanhado a Copa do Mundo da Rússia está vendo, entre os patrocinadores que aparecem nas beiradas do campo de futebol, a rede de fast food McDonald’s com uma novidade: o delivery (ou, em bom português, o antigo tele-entrega – acontece que até o tele-entrega evoluiu; agora o pedido pode ser feito também por e-mails, redes sociais e aplicativos). Nos anúncios publicitários das emissoras também tem aparecido a campanha do McDonald’s sobre esse seu novo serviço agregado. E o consumidor usará um aplicativo (ou app) para fazer seus pedidos.

O preço por sair atrasado.

A FIFA detém os direitos em relação à Copa do Mundo na Rússia, incluindo-se, nesse contexto, por óbvio, a mídia e publicidade. A rede McDonald’s é um dos cinco patrocinadores do evento (além dos sete parceiros FIFA e dois apoiador, conforme site da própria entidade). Segundo o portal da revista Exame, a FIFA espera arrecadar US$ 5,2 bi nesta Copa, sendo US$ 1,4 bi com patrocínios. Segundo o Portal do Jornal Valor Econômico, os valores dos contratos são mantidos em sigilo, mas há uma ideia dos milhões de dólares envolvidos por patrocinador. É, sem dúvida, um alto investimento!

Talvez a razão de tão volumoso aporte em publicidade seja o fato de o McDonald’s ter dormindo no ponto.

A necessidade de atenção à transformação digital.

O diretor de RH na Arcos Dorados, maior franqueada da rede no mundo, disse: “O maior concorrente do Mc hoje em dia é o iFood”, de acordo com matéria do Portal da Época Negócios.

O iFood, segundo ela própria, “tem mais de 6,2 milhões de pedidos mensais, 5,1 milhões de usuários ativos e está presente também no México, na Colômbia e na Argentina”. Ou seja, é uma competição de cachorros grandes.

Acontece que o McDonald´s, uma das redes pioneiras de fast food do mundo, fundada em 1955 nos EUA, não se atentou à nova realidade, aos novos consumidores e suas referências de consumo. Essa geração quer tudo, literalmente, na palma da mão.

Os aplicativos são uma das mais evidentes faces da transformação digital pela qual as empresas estão passando e devem, indiscutivelmente, ficar atentas. Este tema já foi tratado nesse blog, como se pode verificar aqui.

A experiência tem que ser completa para os consumidores, sem que as empresas percam de vista as questões inerentes às políticas de privacidade, proteção de dados e observância das mais diversas legislações nacionais e estrangeiras que tratam do assunto, o que também já foi tratado aqui.

Os novos tempos já chegaram e a transformação digital para as empresas é inevitável.